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Tarja Turunen no
Credicard Hall
(Fonte: Terra)
Tarja Turunen já esteve no Brasil
com sua ex-banda, Nightwish, e também
com seu projeto lírico solo. Desta vez, fez quatro
shows no Brasil, dentro da turnê pela América
Latina que promove seu álbum solo, “My
Winter Storm”.
O primeiro show aconteceu no Credicard
Hall, dia 23 de Agosto.
Para isso, reuniu uma super banda: o
guitarrista brasileiro Kiko Loureiro
(Angra, que participou da gravação do
álbum de Tarja), o baterista Mike Terrana
(ex-Rage) e o baixista Doug Wimbish
(Living Colour), além de um violoncelista
(Max Lilja) e uma tecladista (Maria
Ilmoniemi).
Uma cortina branca em frente ao palco
permite que se vejam apenas os vultos dos músicos
enquanto iniciam a primeira música do show, a
lírica “Boy and The Ghost”.
Após uns três minutos, a cortina cai e
Tarja aparece vestindo uma capa preta, para
delírio dos fãs, que ocupam pouco mais
da metade da capacidade do Credicard Hall. Em português,
a cantora se dirige ao público: “Oi, São
Paulo. É incrível estar aqui de novo!
Bem vindos à minha tempestade!”.
A segunda música é “Lost
Northern Star”, com sua pegada cadenciada.
Com muita movimentação de palco e simpatia,
a cantora conquista o público, que se agita enquanto
ela gira a cabeça, como uma autêntica headbanger,
fazendo ainda o ‘sinal do diabo’ com as
mãos. E a terceira canção, como
as duas primeiras, também é do “My
Winter Storm”: “My Little Phoenix”.
Durante sua execução, Tarja consegue uma
boa participação da platéia.
Nas próprias palavras, em português,
da vocalista: “A próxima música
é sobre 'Passion and the Opera'",
que é do cd “Oceanborn”,
do Nightwish. Tarja mostra seus dotes
de cantora lírica.
Em seguida, “Sing For Me”,
uma das melhores do novo álbum, com sua bela
e contagiante melodia. Mas, a próxima, “Nemo”,
do Nightwish, é que realmente consegue fazer
o Credicard pular.
Tarja, agora vestindo a capa branca
(da capa do seu álbum), canta “I Walk
Alone”, o 'single' de trabalho deste lançamento,
que é muito bem recebida pelo público.
Mike Terrana sempre exige ter seu solo
de bateria quando sobe ao palco e, neste show, é
nesse momento que isso acontece. Ao final dos quatro
minutos de solo, Doug Wimbish e Kiko Loureiro se juntam
a Mike Terrana para uma 'jam' onde todos podem mostrar
as habilidades em seus instrumentos. Kiko detona e é
ovacionado pelo público que o conhece tão
bem.
Agora vestindo saia de couro preta,
corselet e luvas vermelhos, Tarja volta ao palco para
tocar a pesada "Ciarán’s Well"
e a romântica "Our Great Divide",
ambas do "My Winter Storm".
"Phantom of the Opera"
traz a participação especial de
Edu Falaschi (Angra) para fazer os vocais masculinos
no dueto. A composição de Andrew Lloyd
Webber se encaixa perfeitamente no estilo rock/opera
do Nightwish e da Tarja. Isso tudo reunido resultou
num dos melhores momentos do espetáculo.
Tocam, então, "Enough",
uma música nova, ainda inédita. No mesmo
estilo habitual, é um rock com passagens líricas.
Em seguida, num momento mais intimista, Tarja toca piano
e canta "Oasis".
A cantora apresenta a banda, com especial
menção ao brasileiro Kiko Loureiro e se
dirige de novo ao público, falando em português,
para introduzir “Poison” a versão
com menos 'punch' para o 'hit' de
Alice Cooper.
No bis, Tarja veste um vestido prateado
e canta "Wishmaster", do Nightwish,
com boa resposta da galera e a agitada "Die
Alive", do álbum novo. Há, então,
um momento acústico, com violão e banquinho,
quando Kiko e Tarja apresentam "Calling Grace",
que é a canção que finaliza "My
Winter Storm" e também o show. Tarja
abraça calorosamente seus músicos, com
merecimento, pois todos detonaram, e se despede do público.
Então vemos Tarja conversar com
os músicos para combinarem um extra não
programado. E, para encerrar definitivamente, tocam
a pesada "Dead Gardens", do "Once"
do Nightwish, entremeada por "Symphony of Destruction",
do Megadeth.
Para o público brasileiro, Tarja
saiu na frente da sua ex-banda e fez um show perfeito,
mostrando muito carinho pelos fãs e pelos músicos
que hoje formam sua banda.
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