Após
10 anos, Kiss usa e abusa de efeitos visuais em
SP
(Fonte: Terra)
Colunas de fogo, fogos
de artifício saindo da guitarra, sangue,
chuvas de papel picado e vôos sobre a platéia
foram suficientes para satisfazer os fãs
da banda que estiveram no Anhembi, em São
Paulo, na terça-feira dia 7 de Abril. Nesta
soma ainda entram as máscaras de maquiagem
usadas pelos integrantes, copiadas por dezenas de
fãs, e os diversos sucessos dos 35 anos de
carreira, celebrados na turnê Alive 35.
Além dos efeitos,
os performáticos Paul Stanley
e Gene Simmons, únicos da
formação original do Kiss, também
não economizaram em seus gestos exagerados.
Interagindo sempre com o público e as câmeras
que geravam imagens para os telões, Simmons
esticou por diversas vezes sua língua e deu
lambidas em seu baixo para o delírio do público.
O baterista Eric Singer e o guitarrista
Tommy Thayer completam o quarteto.
Depois da abertura
da banda brasileira Dr. Sin, um seqüência
de músicas esquentou o público antes
da apresentação. Ao tocar Won't
Get Fooled Again, um clássico da banda
The Who, uma gigante bandeira se abriu cobrindo
o palco no momento exato de um grito de "yeah"
de Roger Daltrey.
Poucos segundos depois
de ser aberta, a bandeira desceu para a banda abrir
com Deuce. O cenário do palco, com
o fundo repleto de amplificadores e o letreiro com
nome do grupo, pouco a pouco foi mostrando todos
seus efeitos. Colunas de fogo e fumaça logo
tomaram conta do espetáculo em sincronia
com a apresentação.
"Todos estão
se sentindo bem, sentindo vontade de ficarem loucos?
Estamos com saudades de vocês, São
Paulo", gritou Paul Stanley, que falou
constante com o público nos intervalos entre
as músicas. Tanto falatório até
rendeu vaias para o guitarrista. "Amanhã
vamos tocar no Rio", disse antes de ser interrompido
por uma vaia da platéia paulista.
Ao tocar Hotter
Than Hell, foi a vez Gene Simmons
ser o centro das atenções.
O baixista cuspiu fogo enquanto as colunas de chamas
tomavam conta do palco junto com sirenes localizadas
no topo dos amplificadores. Em um dos próximos
"atos", Tommy Thayer fez um longo
solo e disparou fogos de artifício de sua
guitarra. O estouro de um destes rojões fez
com que um dos telões, que enfrentou problemas
deste o início da apresentação,
ficasse prejudicado por alguns minutos. Na vez de
Eric Singer, também após
um solo, a parte do palco que sustentava sua bateria
"decolou" com jatos de fumaça na
parte inferior.
Antes de tocar Black
Diamond, um dos maiores clássicos da
banda, Paul Stanley foi ao microfone e
tocou a introdução de Stairway
To Heaven, do Led Zeppelin.
"Toco essa?", brincou o vocalista. Embora
o público tenha iniciado um coro com a letra,
o guitarrista interrompeu os acordes e iniciou a
música do Kiss.
Embora a meteorologia
tivesse previsto que poderia chover durante a apresentação,
a única chuva que se viu foi de papel picado.
Para encerrar a primeira parte, a banda soltou Rock
'n' Roll All Nite e utilizou todos os recursos
e mais colunas de fumaça com jatos de papel
picado disparados do palco e da torre de som entre
a pista VIP e a pista normal. "Essa música
significa muito", disse Stanley.
O Kiss guardou seus
maiores trunfos para a parte de encerramento do
show. Depois da breve pausa, a banda retornou ao
palco com uma bandeira do Brasil e saudou o público
tocando Shout It Out Aloud e Lick It
Up. Para fechar a série de efeitos visuais,
o grupo reservou para a etapa final dois "vôos".
Primeiro foi a vez
de Gene Simmons ser içado por cabos
de aço e subir para um palco na parte superior
do palco, quase no "teto" da estrutura
montada para a apresentação. Depois
Paul Stanley foi levado sobre a platéia
para uma estrutura próximo das torres de
som de onde cantou uma música inteira antes
de retornar ao palco pelo mesmo cabo e fechar o
show com Detroit Rock City.
