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Planejamento é
tudo (por: Cláudia Cavallo)
Com 26 mil ingressos esgotados
em dez dias, o Coca-Cola Vibezone foi realizado nos
dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro, com shows de
rock, DJs, oficinas de vestuário e maquiagem,
esportes radicais, entre outras diversões. Na
área de
26 mil metros quadrados da Cidade do Rock, foram montadas
seis Zonas - cada uma para um tipo de atração
- criteriosamente elaboradas para acertar em cheio no
que agrada à nova geração do século
XXI, o "jovem contemporâneo permanentemente
exposto a estímulos midiáticos, que tem
fome de informação multifacetada e simultânea"
- como os próprios organizadores conceituaram.
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Palco |
Para
quem foi se divertir, poderíamos ficar
horas aqui falando sobre tantos estímulos
que o evento tinha a oferecer. No que diz respeito
à produção, o que há
de mais importante para se falar sobre o Vibezone
é seu planejamento.
Trabalhar com métodos e organização
vem sendo uma tendência dos eventos de maior
projeção, ultimamente, principalmente
porque são "encomendados" ou
patrocinados, por
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empresas de grande porte, que funcionam rigorosamente
de acordo
com modernas e acadêmicas regras
de administração, metodologia, planejamento,
estudo.
Soma-se a isso, uma equipe com elevada capacidade
criativa, o
resultado é a alegria do público
e um ótimo retorno institucional para o
patrocinador.
O Vibezone é um evento da Coca-Cola, com
patrocínio do provedor de acesso a Internet
iBest e a empresa de telefonia celular Oi. Para
criar todo o conceito artístico e comportamental
foi contratado o escritório Ana Couto Branding
& Design. |

| Palco:
a iluminação foi montada em
box truss, em forma de aranha com seis pernas.
Na lateral e frente havia um kit de luz
com 48 refletores PAR 64, além de
quatro canhões |
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A produção foi realizada
pela Dream Factory. A cenografia é da P&G,
de Abel Gomes, com projeto de iluminação
de Valmor Neves (Bolinho) e suporte da Aurolights. A
Zuluz, empresa de Valmor Neves (Bolinho), localizada
no Rio de Janeiro, e a Aurolights, de Auro Soderi, sediada
em São Paulo, são hoje empresas associadas,
trabalhando como matriz (SP) e filial (RJ).
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Zona
Elétrica:
a iluminação surpreendeu e impressionou
o público, por causa da estrutura metálica,
suspensa por motores que possibilitavam seu
movimento.
O contorno das treliças foi feito com
24 calhas de luz negra |
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Da
primeira reunião de produção
do Vibezone, efetivamente até a abertura
dos portões foram cerca de cinco meses
de trabalho...em equipe.
Todos os envolvidos
tiveram que participar de verdadeiras palestras
nos escritórios da Coca-Cola, para entenderem
e "encorporarem" o conceito e os objetivos
do projeto - uma espécie de fase preparatória
para garantir que todo o grupo esteja focado no
mesmo ponto -
o que torna o trabalho muito mais produtivo e
eficiente. |
Idéias no Papel
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A cenografia
foi pensada de forma a enfatizar os atributos
da marca, definidos como: refrescância,
sabor, energia, efervescência / borbulhas,
autenticidade, onda e cores amarelo, vermelho
e branco. Estes elementos estavam em todo lugar,
como ícones, referências visuais.
Paralelamente, pensou-se em fazer o público
atravessar a linha divisória entre as dimensões
do mundo real e do "Mundo Coca-Cola Vibezone",
passando através de 3 grandes telões
de tiras de elástico (como grandes outdoors)
com projeção de clipes de animações,
além de imagens trazendo os atributos da
marca.
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| Zona
Criativa: uma oficina de estilo
para o público exercitar sua capacidade
artística. Iluminação
com refletores Fresnel, para favorecer o desempenho
das atividades e filtros especiais para realçar
maquiagens |
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| Zona
Franca: refletores de vapor metálico
e movings heads projetando gobos com mensagens
do patrocinador |
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A
última tela deveria ser feita de vapor
d'água, com incidência de fumaça
e luzes, para que, ao passar, o jovem sentisse
refrescância de entrar no Mundo da marca.
E assim foi feita a entrada do evento, seguindo
com rigor o que tinha sido projetado previamente
e apresentado em imagem computadorizada.
Ao longo das reuniões,
as idéias iam sendo apresentadas pelas
equipes da Ana Couto Branding & Design e da
Dream Factory.
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A partir daí, o cenógrafo,
lighting designer e outros profissionais que deveriam
viabilizar tais idéias iam apresentando suas
soluções e sugestões. Ao final,
tudo ia se transformando em um projeto detalhado, devidamente
registrado em arquivos. Isto significa que não
se tratava apenas de dizer, "vamos colocar uma
tela aqui e projetamos tal coisa...". Era preciso
especificar: "tal ambiente será feito com
uma elevação de piso a 40 cm, com regularização
em chapeado e revestimento em piso preto antiderrapante
com fendas para passagem de fumaça e iluminação
e encaixe da base das telas de projeção
- 10 x 20m...".
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Todo este detalhamento, pré-estudo
e planejamento foi - e é - necessário,
não só para apresentação
do desenvolvimento do projeto para o(s) cliente(s),
como também para reduzir
ao máximo os imprevistos, os riscos e
os erros de orçamento.
As duas noites de Vibezone encerraram com um
trio elétrico - Eletrosamba - adentrando
na arena do evento e transformando a área
numa enorme festa a céu aberto. A iluminação
ambiente da Cidade do Rock foi feita através
de torres
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Zona
Franca (vista
externa) |
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| Zona
Rango: a parte externa recebeu refletores
PAR 64, na filtro âmbar e, a parte interna,
refletroes Power PAR (uma adaptação
mais potente do Source PAR, feita pela Aurolights),
com filtro amarelo |
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especialmente
criadas e desenvolvidas para o Vibezone.
Feitas em treliças, com 7 metros de altura,
tinham uma cobertura em formato amebóide,
seguindo o design do projeto Vibezone em si, baseado
em curvas. A cobertura foi feita em lona vermelha,
possibilitando projeções e tinha
também nichos para material de divulgação
dos patrocinadores.
Além das tendas que abrigavam cada uma
das Zonas, muitos outros pontos - como banheiros,
acessos, totens de patrocinadores etc - foram
iluminados cenograficamente sempre em tons de
vermelho, âmbar, amarelo e branco.
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Cada Zona foi tratada como um evento à
parte, um módulo, contando com o sistema
de energia e iluminação independente
e um técnico responsável pelo devido
funcionamento de todo o equipamento. Por ser um
evento ao ar livre, os tipos de refletores foram
cuidadosamente escolhidos, de forma a ficarem
expostos ao sol e a chuva apenas os tipos mais
resistentes a intempéries. Quando era necessário
o uso de modelos mais frágeis, este ficava
sob peças de proteção previamente
desenvolvidas para esta finalidade.
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Zona
Geral: torres desenvolvidas especialmente
para o evento, com
7 metros de altura, cobertura em formato amebóide
em lona vermelha e nichos para material de
divulgação dos patrocinadores |
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Zona
Radical (Vista externa) |
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Num evento deste porte, com o volume
de público e os riscos que instalações
provisórioas inevitavelmente oferecem,
quantos ou quais refletores serão oferecidos
ao cliente é um critério a ser considerado,
mas muito mais importante é como serão
usados, com grau de segurança e proteção.
Com criatividade, planejamento
e segurança o sucesso é garantido.
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Zona
Radical
(vista interna - Pista de Skate)
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Zona
Radical (Tirolesa
- 1º plano) |
A Aurolights e
a Zuluz estão trabalhando, atualmente,
como empresas associadas, com matriz em São
Paulo e filial no Rio.
A parceria foi
uma tendência natural para a viabilização
de eventos com o grau de exigência do mercado
atual.
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